quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Viagens || Barcelona - 1ª parte

Olá meus amores!
Como estão?
Continuo desaparecida, eu sei, mas são por razões muito boas, acreditem. Um dia destes explico-vos tudo.
Hoje venho partilhar convosco a minha primeira viagem, ou melhor, a minha primeira viagem feliz. Eu já tinha viajado para a República Dominicana há uns 5 anos atrás mas... não gostei, por variadíssimas razões. Portanto, esta considero a minha primeira viagem em que fui feliz e vim de lá apaixonadíssima.
Este post vai ser partido em duas partes para que não se torne demasiado maçudo para vós.

Ora bem, costuma-se dizer que quem tem um amor tem tudo (ou quase tudo, vá), e o meu convidou-me para irmos passear 4 dias a Barcelona.
Acho que toda a gente sabe mas, para quem não sabe, Barcelona é uma cidade no norte de Espanha, perto da fronteira com França.



A aventura começou logo na 2ª feira no aeroporto. Chegamos em cima da hora da partida do avião e, adivinhem, perdemos o bicho. O vôo tinha hora marcada para as 6.45h da manhã e chegamos à porta de embarque eram 6.35h mas as portas já tinham fechado há 5 min. Really, TAP?? Por 5 min?? 
Bom, o próximo passo foi procurar uma nova companhia que nos arranjasse vôo ainda para aquele dia. A TAP disse-nos que só havia vôo às 21h e pediu-nos um rim por dois bilhetes. Esquece lá isso!
Fomos até à Vueling e lá conseguimos dois vôos para as 9h da manhã a preço low cost. Ainda assim, na minha opinião, foi quase dar meio rim. Mas adiante.
Às 9 da manhã estavamos nós a levantar vôo rumo a Barcelona. Demoramos, mais ou menos, 1h, chegamos às 11 e pouco da manhã (hora de Barcelona, por ser mais uma hora do que em Portugal).
O vôo correu bem, perguntam vocês? Eh... Tendo em conta que foi a minha segunda vez a viajar de avião, a somar à turbulência que apanhamos para lá e o facto de quase ter arrancado uma mão ao meu gajo de cada vez que sentia o avião a abanar, mais o momento maravilhoso em que olhei pela janela e olhei lá para baixo e só pensei "se esta merda cai, 'tou fodida, não sei aonde me vou agarrar", fora tudo isso, a viagem correu bem. 
Quando entrei no aeroporto de Barcelona e ao caminhar para o local onde iríamos colher a bagagem só pensava "caramba...estou em Barcelona!". Sentia-me nas nuvens, super entusiasmada.
Depois de termos a bagagem fomos apanhar o "Aerobus" que nos levaria até ao centro da cidade e, posteriormente, ao hotel. 
Assim que comecei a ver os edifícios o meu queixo foi caindo. A arquitetura deles é uma coisa muito doida, mal sabia eu o que ainda me esperava. 

Chegados ao hotel, depois de fazer o check-in e refrescar-nos um bocadinho (porque estava um calor do demo), saímos para a rua para explorarmos.

Las Ramblas:

Ao descermos em direção à Praça da Catalunha, fomos dar às Ramblas. Jasus senhor... nunca vi uma rua tão comprida e tão cheia de gente. Há de tudo, barraquinhas com recuerdos, gelatarias, floristas, estátuas humanas, tudo.
Fiquei encantada.

















Um dos sítios de paragem obrigatória quando se está na Rambla, é a Pasteleria Escribà. É de ficar boquiaberta com as criações de chocolate. Para quem gosta de doces, especialmente chocolates, é obrigatório visitar e provar as iguarias que por lá se vendem. Mas preparem-se para deixar quase um rim. 





Acabei por comprar o "kiss" por ser bastante apelativo - como podem ver pelas fotos acima. Quando comecei a comer pensei "meh, é uma mousse de chocolate branco com um coulis espesso de frutos vermelhos por cima", mas quando comecei a avançar para o meio... meu deeeeeeus! Que coisa mais boua! Por dentro tinha uma camada fina de pão de ló, outra muito fina de um creme de caramelo e outra camada fina de creme de maracujá. Jesus... Não tivesse dado um rim por isto que tinha lá ido buscar mais uns 5 (sim, que só um não enche nem a cova de um dente).

Mercado de La Boquería: 

O mercado de La Boquería fica situado numa das laterais da Rambla. É o mercado municipal mais antigo de Barcelona que atrai não só os locais mas também os turistas.
Neste mercado encontra-se de tudo, desde bancas a vender artesanato, vinho, tascas com petiscos, talhos, bancas de frutos secos, e, espantem-se, bancas a venderem copos de fruta fresca e sumos naturais.





Restaurante 'La Fonda':

Ao fim do dia, acabamos por ir jantar ao restaurante La Fonda. Comemos uma paella (é obrigatório experimentar as paellas!) e, como sobremesa, comi uma fatia de tiramisú. Nhami!
Gostei muito do restaurante, tem um ambiente super agradável, a comida é boa e o atendimento é q.b.





Depois do jantar, caminhamos pela Rambla acima, rumo ao hotel (no meu caso foi rumo à cama que eu estava mais morta do que viva).  Ainda assim, mesmo à noite, a Rambla estava cheia de gente, cheia de movimento e animação (inclusive cheia de "meninas" ao serviço). 

Por hoje é tudo. Não percam o próximo capítulo (porque nós também nãaaao!).

Beijinho






sexta-feira, 11 de agosto de 2017

|| Amor para a vida toda

Parabéns meu amor, muitos parabéns.
11 anos da tua vida e 4 sem te ver.
Não, eu não me esqueci de ti. Também não te esqueceste de mim, eu sei.
Continuam a impedir-nos o abraço, continuam a culpar-me por te ter tentado proteger, continuam a fazer de mim o lobo mau da história quando são eles que te fazem comer a maçã envenenada todos os dias da tua vida.
O que eles não sabem é que o nosso amor é para a vida toda, como diz a música. E um amor como esse não afrouxa, não se aniquila e nem morre.

Há 11 anos atrás estava eu na praia com umas amigas quando recebi a boa nova de que ias nascer. Quando te peguei ao colo pela primeira vez e te aconcheguei no meu colo, tão pequenina, tão frágil, tão doce, ali senti que era um amor para a vida toda.
Troquei-te muitas fraldas, dei-te a primeira sopa, segurei-te nos primeiros passos, consolei-te nas dores dos dentes a nascer, adormeci-te ao colo vezes incontáveis, dormimos juntas a sesta outras tantas, deixaste-me puto da vida quando me rasgaste meia dúzia de folhas do livro de código da estrada que estava em cima da minha cama por me ter ausentado uns minutos só para ir à casa de banho, assisti deliciada a cada vez que davam os anúncios de publicidade na televisão e tu ficavas vidrada a olhar, cantei e dancei em repeat a música da Lily sobre querer falar com o papá, aplaudi os teus desfiles com os meus sapatos de salto alto calçados e a minha mala no teu ombro, saboreei os nossos almoços com batatas fritas nas férias de verão, protegi-te sempre das asneiras que fizeste e que a avó nunca soube, orgulhei-me das tuas primeiras notas da escola, surpreendi-me com o teu mau feitio tão igualzinho ao meu.

No baú das memórias guardo os desenhos que fizeste para me oferecer no último natal e no último dia da mãe que estivemos juntas. No coração guardo o dia em que me disseste que gostavas muito que eu fosse a tua mãe.

Sempre me disseram que "a esperança é a última a morrer". Já são 4 anos agarrada a ela, com a certeza absoluta que o amor sempre vence, demore o tempo que demorar.

Um dia ainda te vou voltar a abraçar e aconchegar no meu colo, porque os meus braços serão sempre suficientes para te segurar.
Um dia vou-te explicar que a justiça às vezes funciona, e que o karma... ahhh o karma... nunca falha.
Um dia havemos de dar as mãos e nunca mais as largar, mostrar-te os lugares incríveis onde levo os teus primos para serem felizes, dar-te a provar os meus novos brigadeiros de chocolate.
Um dia vou-te explicar que nunca desisti de ti e que no mundo continuarão a existir pessoas más, mesmo aquelas a quem chamamos de pais, mas que nem mesmo essas terão qualquer poder para abafar um amor que prometemos ser para a vida toda.
Um dia havemos de soprar as velas juntas e pedir novos desejos, porque aquele de voltarmos a estar juntas deixará de estar na lista.

Por agora sê feliz, sorri muito, mostra ao mundo o teu brio, faz-me orgulhosa e mantém-te firme. Sopra as velas daí que eu irei aplaudir-te daqui, todos os dias da tua vida.


Desta tua tia/madrinha que jamais te esquece e que te amará ... a vida toda.