quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

|| 29 anos

29 anos... Ainda ontem alterei a descrição ali do lado direito de 27 para 28!!



Fazer 29 anos é assustador, confesso. 
Desde muito nova que sempre imaginei que quando chegasse aos 30 a minha vida acabava, que a juventude passava, que já não havia mais nada para viver ou aprender. Obviamente que hoje acredito que não é bem assim, mas envelhecer continua a custar-me, continua a assustar-me. 
Não há nada pior do que a possibilidade de um dia esquecer-me de quem fui e de quem sou hoje, acho que é mais por isso que me custa tanto envelhecer.
E como é estar nos pré-trinta? É um misto.
Por um lado é bom porque me sinto mais madura, mais consciente de quem sou e do que quero, sou mais humana, mais ponderada, mais assertiva, apaixonei-me profundamente por mim mesma (o que era algo que eu achava que nunca iria acontecer).
Mas por outro lado...olho para trás e pergunto-me constantemente "o que raio andaste a fazer? não viveste quase nada!". 
Psicologicamente falando, estou numa crise, ahahahahah. Mas uma crise não tem que ser olhada de forma negativa, muito pelo contrário, uma crise é ter consciência daquilo que se fez ou não, e pensar sobre aquilo que se quer e o que fazer para se ter.
Alguém me disse um dia (alguém que eu amo muito!) "é ver nos teus olhos os 20 mas teres a maturidade dos 30". 

Que os 29 me conservem o sorriso doce de quem acredita que o melhor está sempre por vir, que me continuem a alimentar a esperança de que o mundo ainda é um lugar bonito para se viver.
Que os 29 me tragam a sabedoria de que o caminho faz-se andando e de que a felicidade é a certeza crescente de que dei sempre o melhor de mim.
Que os 29 me ensinem a honrar o compromisso deste amor próprio que hoje trago ao peito e a realização dos sonhos que trago no bolso. 
Que os 29 me tragam a coragem e a força para nunca me esquecer, por um segundo que seja, de onde vim e de quem quero ser.
Que os 29 me conservem a ideia de que o amor deverá ser sempre a causa primária de todas as coisas e a certeza de que no dia em que me esquecer disto perco-me para sempre.

Tchim tchim! 



segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

|| O meu lado doceiro

Olá meus amores!
Tudo bem?
Por aqui está tudo a andar, ainda estou a adaptar-me ao novo semestre da faculdade, mas até agora estou a conseguir lidar com a pressão porque...acreditem, com as cadeiras que tenho para fazer é para pirar, mas vou conseguir!
Hoje, e a propósito de um fim de semana atribulado em termos de trabalho, vim falar-vos de um lado meu, daquilo que faço, profissionalmente falando.
Ora bem, ali do lado direito, na minha descrição, uma das coisas que lêem é que sou pasteleira. Pois é, sou pasteleira e cake designer (são coisas diferentes tá?).
O cake design entrou na minha vida por uma razão muito simples: eu sempre adorei os casamentos e os batizados por causa dos bolos ahahahahahah, é verdade, aqueles bolos com pasta de açúcar que eu achava que era tudo massapão. Quando fiz 23 anos eu não queria mais um bolo típico de pastelaria, queria algo diferente, queria um bolo com pasta de açúcar, como os bolos de casamento.
Nessa altura o cake design ainda não estava tão divulgado como nos dias de hoje, na altura eu não conhecia ninguém que fizesse esse tipo de bolos em casa. Vai daí, pesquisei formas de conseguir essa pasta e como poder fazer o meu próprio bolo, e assim foi.
A primeira loja com que tive contacto que vendia pastas de açúcar e todo o material necessário para decoração de bolos foi a loja "Isto faz-se", na altura tinham loja em Benfica. Acabei por conhecer a massapão, a pasta americana e a pasta de açúcar.
Eu fiz o meu bolo de aniversário que, acidentalmente, ficou com aspeto de chapéu tal era a inexperiência em deixar as bordas direitinhas e lisas, estava a começar...
A partir daí a minha curiosidade foi aumentando, fiz workshops de iniciação da decoração de bolos, técnicas de moldagem, etc, e daí até tirar o curso profissional de pasteleira foi uma questão de 2 anos.
E falo-vos disto só agora porquê, perguntam vocês? Porque esta semana faço anos e é sempre nostálgico lembrar-me daquele dia na cozinha, ávida de curiosidade, a fazer o meu primeiro bolo, de tantos os que já me passaram pelas mãos, de aniversário.

Entretanto, à medida que fui ganhando experiência, acabei por criar um logótipo e uma marca, criei página no facebook (e recentemente também no instagram) e aventurei-me por este mundo doce. Há quem me diga "esquece psicologia, dedica-te aos bolos, dar-te-á mais dinheiro do que aquele que algum dia psicologia te dará", mas psicologia e pastelaria são dois sonhos que podem muito bem andar de mão dada, e é isso que tenho tentado manter.
Vai daí, resolvi partilhar convosco alguns dos meus trabalhos, para que vocês possam conhecer um bocadinho daquilo que faço, e claro, se estiverem interessadas também vos deixo a página de facebook onde podem ver tudo o que já fiz e a minha evolução.



(símbolo pintado à mão!)





















(rosas comestíveis)


(sapato comestível)



Facebook: https://www.facebook.com/adocicarte/
Instagram: @adocicarte_ 

Passem por lá, acompanhem esta minha aventura. Quem sabe eu faça um sorteio de um bolo, brevemente?

Fiquem bem! Até ao próximo post!

Beijinho 





sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Fala sério || O meu filho gosta de coisas de menina, e agora?

Sempre quis ter uma filha, sempre.
Desde que me conheço como gente sempre fui a menina das bonecas e dos nenucos, de despir e vestir roupinhas de bebé, de fingir que amamentava [mal eu sabia que doía para cacete!], e o sonho de ser mãe de uma menina com quem eu pudesse também brincar surgiu muito cedo.
Mas se pensam que eu era só de barbies e nenucos enganem-se, brinquei eu muita vez com os carrinhos do meu irmão deitada no tapetão que a minha mãe tinha na sala de jantar e era simplesmente delicioso ver o meu irmão a improvisar garagens e rampas e depois brincarmos juntos com os carrinhos e motas dele.
Nunca fui criticada ou reprimida pelos meus pais, eram brincadeiras como outra qualquer, ao contrário dos que vinham de fora que tinham a mania de dizer "tu gostas dessas coisas? isso são coisas de meninos!". Confesso que me incomodava, como se eu estivesse a fazer alguma coisa errada, mas não fazia grande caso disso.
Mas um dia tornei-me mãe, e a visão é outra. Se por um lado não faço caso e sou até rebelde por ir contra às predefinições da sociedade, por outro lado revolta-me estes rótulos, estas críticas que surgem do nada como se fossem dogmas.

O meu Mateus tem 1 ano e meio e, desde sempre, é uma criança que não liga rigorosamente nada aos brinquedos dele, acreditem, eu já desisti de lhe comprar brinquedos. Mesmo aqueles que dão música é escusado, ele olha para aquilo com ar de "mas qué isto? se ainda fosse para comer!".
Quando ele começou a andar começou também a explorar os cantos à casa, e qual foram os primeiros brinquedos dele, perguntam vocês? Uma vassoura e uma pá. Sim, isso mesmo, a vassoura e a pá que eu uso nas limpezas.
Mas se no início era engraçado vê-lo de um lado para o outro com a vassoura, deixou de ter piada quando comecei a levar com ela na cabeça de cada vez que ele passava por mim. Vai daí, no natal passado, ofereci-lhe um carrinho que trazia uma pá, uma vassoura, uma esfregona e o balde.
Ainda hoje é o brinquedo preferido dele.
Mas quando as pessoas vêm cá a casa e o vêem a brincar com aquilo perguntam sempre "onde está a menina?". Como assim, onde está a menina?! E depois é que percebo a piada dinossáurica de que vassouras e pás são coisas de menina.

Se por um lado eu estou-me completamente a borrifar para aquilo que os outros possam achar sobre o facto de ter oferecido um brinquedo indicado para meninas ao meu filho que é menino, por outro, cresce-me uma revolta nas entranhas.

Mas afinal, quem é que estipulou a regra de que pás e vassouras são coisas de rapariga e que os carrinhos são só para os rapazes?! Juro que não entendo.
Às vezes sinto-me uma extra terrestre com uma mentalidade demasiada avançada para viver circunscrita pelos princípios tão limitados desta sociedade. Mas mais do que isso, assusta-me esta pressão com que os miúdos já nascem hoje em dia.
Se é menina vai ter de andar vestida de cor de rosa, cheia de folhos e lacinhos na cabeça, vai estar rodeada de barbies, bonecas e nenucos; se é menino vai ter de andar vestido com ganga dos pés à cabeça, papillon no pescoço, e só pode ter carrinhos e motas porque se tocar numa boneca que seja ainda há-de ser gay.
Porquê??
Porque é que as pessoas insistem em obrigar os miúdos a seguirem um padrão como se acreditassem que é isso que os fará dignos e bons, que é isso que fará deles pessoas? Que presságio é esse da distinção entre coisas de meninas e meninos, como se fosse trágico a mistura desses dois mundos?

Eu fui tão feliz a saltar e a sujar-me como um menino, a brincar com carrinhos e motas deitada no tapetão da sala de jantar, fui tão feliz a aprender anedotas com asneiras e dar peidos à gajo [sim, eu tinha um irmão prendado]. E não foi por isso que também não me interessei por [e brinquei muito com] barbies e nenucos!
Se viver nesses dois mundos e experimentar o que cada um oferece me ajudou ou me ensinou alguma coisa? Muito, bem mais do que alguém possa imaginar.
Ao viver no mundo de meninas e meninos pude experimentar coisas diferentes, objetos diferentes, mas mais do que isso, percebi que ambos os lados têm muito para ensinar: aprendi a ser seletiva e forte como os meninos, desenvolvi um espírito aventureiro e ávido de experimentar coisas novas, aprendi que a adrenalina também faz bem [e crescer], da mesma forma como me tornei muito sensível e resiliente, adquiri a sensibilidade, a calma e a paciência típica de meninas [vá, a paciência foi só um bocadinho].
Em mim habitam os dois mundos que o mundo inteiro insiste em dizer que são opostos, mas que eu acredito que são complementares. São esses dois mundos que fazem de mim uma mulher completa.

Quando os meus filhos nasceram vesti-lhes todas as cores [sim, mais pareciam arco-íris do que bebés], não houve azul, não houve paneleirices.
Houve amor, houve a promessa de lhes ensinar a serem bons e dignos de serem felizes, só.
Mas à medida que eles crescem o meu papel como mãe e educadora vai-se tornando mais exigente e muitas vezes é desgastante. Já houve vezes em que ouvi o meu Gabriel dizer "ai isso são coisas de menina!" e ter que respirar fundo 350 vezes para não parecer louca e gritar-lhe "isso cá em casa não existe, meu menino!", no fundo, ele não tem culpa que o mundo lá fora o pressione a comportar-se da forma que esperam que um menino se comporte. Sou eu que tenho de lutar contra isso e mostrar-lhe que ele pode ser aquilo que ele quiser, desde que respeite os outros e, sobretudo, desde que seja feliz.

Não aceito que limitem os meus filhos, que lhes digam que eles só serão felizes e pertencerão ao mundo se se comportarem de determinada de forma, a forma que meia dúzia de xoninhas decidiram que era a correta.
Não aceito que os meus filhos se limitem a viver de padrões, do politicamente correto, quero muito mais para eles, há um mundo de possibilidades lá fora para eles conhecerem, para explorarem.
Afinal, foi para isso que lhes dei asas ao nascerem, para voarem. E o que é um voo perfeito se não aquele em que se explora muito mais do que aquilo que a vista alcança?

Um menino gostar de coisas de menina e vice-versa só revela uma mente potencialmente consistente, e é disso que o mundo precisa: consistência. Já existe demasiada inconsistência e intolerância a fazer estragos lá fora.
E se um dia vir os meus filhos a transmitirem a mesma confiança, a mesma assertividade de que meninos e meninas são mundos fantásticos onde se pode viver sem preconceito e ideias predefinidas, então morro com a certeza de que, mais do que boa mãe, eu soube ama-los bem.







quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

|| Nova parceria

Olá meus amoooores!
Ando sumida, eu sei, mas são por bons motivos acreditem.
Neste momento estou a viver uma fase muito bonita, que mais para a frente vos contarei, mas a par disso voltei também às aulas do segundo semestre da faculdade, então ainda me estou a adaptar a tudo, novas rotinas, novos horários, novas exigências.

Hoje trago-vos uma das novidades, é daquelas coisas que eu achava que nunca ia acontecer porque...sei lá, talvez por achar, estupidamente, que não sou merecedora de tanta confiança. Mas a verdade é que quando se dá amor, amor se recebe. Estou-vos a falar da primeira parceria que fiz, juntamente com a Catarina, consultora do Boticário.

A Catarina convidou-me para ser parceira dela e, claro, fãzaça que sou dos produtos do boticário só poderia ter aceitado!
Ela tem uma página no facebook onde podem contactá-la e fazerem as vossas encomendas, caso vos interesse, basta clicarem aqui.

Em breve trarei mais novidades sobre isto e, claro, algumas surpresas.



Espero que estejam todos bem desse lado, esta semana ainda volto com mais dois posts, pelo menos!
Saudades vossas!

Beijinho



quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Sinais

A vida, esse mistério com os segredos mais bem guardados que nenhum cientista ou teólogo conseguiu desvendar até hoje.
A vida, esse código morse eterno e infindável que não tem conversão possível à primeira vista, é preciso dar-lhe o benefício do tempo para entender as frases corretas de um texto inacabado, que o é sempre, até à hora da morte.
A vida, essa mulher, senhora do seu nariz, que burila os destinos dos homens, cheios de enredos, como se fosse um jogo em que o objetivo final é sempre o "feliz para sempre".
A vida, essa teia de sinais constantes que os homens não vêem pela cegueira do egoísmo.

Sinais... Eis o princípio basilar da felicidade. E é tão simples quanto isto: saber olhar com o coração, porque é no coração que estão os olhos certos, sem miopias ou astigmatismos, sem complicómetros e sem "ses".
Os melhores olhos para se ver são os do coração. É ele que vê de dentro para fora e reduz a percentagem de erro a zero.

O choro de uma criança ao nascer, uma frase dita ao mesmo tempo, uma estrela cadente, um balão de São João em pleno inverno lançado na praia, o nome de uma música, um pensamento, uma saudade, uma lembrança, tudo isto são sinais, tudo isto são guide lines que a vida disponibiliza para que se possa trilhar caminho e ser-se feliz.
A vida nunca nos quis mal, muito pelo contrário! É ela que nos enche os pulmões no primeiro sopro, é ela que nos embala e acaricia sempre que se acorda na manhã seguinte, e é ela que nos limpa as lágrimas e nos carrega no colo no último suspiro. É a vida que nos quer dar, não o contrário. Nós só lhe damos boas histórias para mais tarde recordar e relembrar aos vindouros os nomes dos corajosos que um dia a carregaram ao peito.
Acredito que há quem a desonre, mas a vida...a vida é cheia de amor e nunca desiste de nós, nem mesmo quando se desiste dela. Há quem não acredite, mas eu acredito que a vida nos dá a oportunidade de renascermos uma e outra vez para a experimentarmos de vários ângulos, várias perspectivas, várias facetas. E o destino que ela nos dá é sempre o mesmo: ser feliz.

De tantas vezes que olhei o céu estrelado e outras tantas em que vi estrelas cadentes, nada se compara ao espetáculo que assisti ontem, nada. Quando levantei a cabeça e olhei o cinturão de Órion, as estrelas eram as mesmas que sempre lá estiveram, mas aquela é a constelação mais bonita que eu já vi, sempre que olho para o céu é ela que procuro, qual Ártemis à procura do seu eterno amado Órion.
Mas ontem, aquela constelação pareceu-me diferente, mais viva, mais brilhante, ela estava ali sobre a minha cabeça, é como se a minha Ártemis, de repente, se reencontrasse com o seu Órion num tempo e espaço infinito.
Depois disso caiu uma estrela cadente, muito brilhante, muito perto, tão perto que quase dava para segura-la na mão se possível fosse. Paralisei. Nunca tinha visto nada tão belo, aquele ponto muito brilhante, tão perto, e o rasgo de luz intensa que ia deixando...
Emocionei-me.
Os meus olhos ficaram tão brilhantes quanto aquela luz cadente, o meu coração palpitou, suspirei e agradeci à vida.
O que mais poderia ser senão a vida a dar sinais?

Há "olás" na vida que são autênticos regressos a casa. É quando te ouves e vês inteiro nos olhos e na boca de alguém, que tens a certeza de que chegaste a casa são e salvo.
E quando se volta a casa os espaços vazios fecham-se, a esperança torna-se numa luz sempre acesa e percebes que és feito de um amor que transcende até os caprichos do corpo. Deixa de faltar muito para se ter ter tudo.
O amor é muito mais do que uma atração, um beijo na boca, mãos dadas ou corpos suados. O amor é ser (e reconhecer-se) inteiro nos olhos de alguém, porque são os olhos o espelho da alma.

É preciso estar-se atento aos sinais, são eles que nos conduzem sempre de volta para casa após as batalhas que escolhemos travar, onde nos espera um coração sempre pronto a acolher-nos e a envolver-nos num abraço de saudade.

Sinais... Foi aquilo que a vida me deu.
E se existiam dúvidas disso, melhor do que uma estrela cadente, foi terem caído duas.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Review || Adenda à base da Catrice HD

Olá meus amores!
Tudo bem por aí?
Por aqui vai-se andando... Só tenho pena de não poder fazer reset ao mês de Janeiro!
Mas bem, hoje trago-vos uma adenda à base mais badalada do momento, a base HD da Catrice. Eu fiz uma first impression aqui, mas hoje vim fazer a review completa e detalhada sobre esta baby.





Embalagem: É uma embalagem de vidro duro - ok, esta parte não é muito boa porque eu e as coisas de vidro dá sempre caca - e é em conta gotas. Para quem está habituada ao pump e prefere pode ser um ponto contra mas garanto-vos que, eu, a gaja mais desastrada do mundo e que adora a lei de Murphy, se adorei este sistema de conta gotas nesta base, acredito que para vós não será nada demais. É mesmo prático e higiénico, na minha opinião.
Sinceramente, eu gosto deste tipo de embalagens, tem um ar chique ao mesmo tempo simples, por isso, só pela embalagem conquistou o meu coração (louca das embalagens, lembram-se?).

Produto: A marca promete um acabamento matte com efeito de segunda pele, ou seja, ela cobre bem as imperfeições dando aspeto de segunda pele mas sem a pesar e dar aquele efeito de reboco, estão a ver? Além disso, promete uma duração até 24h.
É uma base com uma textura bem líquida, daí usar-se conta gotas, ela escorre mesmo. O único senão é o cheiro, esta base tem um cheiro fortíssimo a álcool, a primeira vez que a usei até me senti intoxicada por causa do cheiro. Hoje ao usa-la ainda o sinto mas já não é coisa que me incomode muito.
Relativamente aos tons, só existem 4, que vai do 010 ao 040. A 020 é um tom rosado e as outras são mais amareladas. A única estupidez que me aconteceu foi querer testar em loja e não me terem deixado porque...não haviam testers. Eu e a minha luta pelos testers...
Por isso, tive de arriscar e trazer a 030 por já ter visto outras reviews antes e perceber que a maioria apostava nesse tom, e em boa hora o fiz porque o tom fica perfeito na minha pele de inverno (sem bronze). Isto porquê? Porque quando coloco a base ela parece mais branca que o meu tom de pele mas como esta base oxida imenso adapta-se e fica com o tom certo.





A minha opinião: Ora, em termos de duração, eu não sei se ela dura 24h porque eu não passo tanta hora assim maquilhada, mas se eu me maquilhar de manhã, à noite quando tiro a maquilhagem a base ainda está intacta. Eu tenho bases caras, bases de preço médio e bases muito baratas, e nenhuma me deixou tão apaixonada como esta.
Ela assenta que nem uma luva, o tom ajusta-se bem ao meu tom de pele, ela fica matte após ser aplicada, dá um aspeto natural cobrindo bem todas as imperfeições que eu quero que cubra. A cobertura dela é construível, mas é uma cobertura de média para alta.
Como é HD ela é excelente para vídeos e fotos e não estoira com o flash dos telemóveis nem com máquinas fotográficas.
O meu único senão é mesmo o cheiro a álcool, mas isso é coisa que já não me incomoda muito, por isso, pelo preço que ela custa e a qualidade que tem é uma base excelente e que eu recomendo muito.

Preço: 7,89€, os cêntimos não sei ao certo mas sei que ela me custou 7€ e tal, e compra-se nas lojas Well's, na Maquillalia e Primor.

Já conhecem esta base? Usam? Gostam? Contem-me tudo!

Espero que tenham gostado e vemo-nos no próximo post

Beijinho



quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

|| Os custos da paixão

Conceito de paixão:

do latim tardio passio -onis
derivado de passus, particípio passado de pati «sofrer»
Termo aplicado a um sentimento muito forte em relação a uma pessoa, objeto ou tema. 

O meu conceito de paixão:

Uma merda.

Borboletas na barriga, respiração descontrolada, coração a bater descompassadamente, o mesmo pensamento 24h por dia, tal e qual um obsessivo-compulsivo, ouvir músicas cheias de mel e sorrir feita estúpida, expectativas altas, construção de sonhos desmedidos. Toda a gente a conhece. 
Quando alguém se apaixona, todas as portas e janelas se abrem para a vida, o ar trespassa a alma e os ouvidos conseguem captar até os rouxinóis do outro lado do mundo, o sol brilha mais, o verde fica mais verde e o azul mais límpido.
A paixão é um sentimento vampírico, qual saga twilight, que amplia os sentidos, as emoções, e se correr mal a alma não aguenta e desfaz-se em pó.
A paixão é um estado, é um fogo volátil que se apaga ou atenua, e a diferença entre uma e outra está na verdade da alma de cada uma das partes e é essa verdade que faz acontecer o amor, só essa verdade é capaz de fazer renascer a fénix que os guiará pela vida fora.

Mas o mundo está cheio de modas. Agora já não se ama devagarinho, ama-se e pronto, e a mesma facilidade com que se ama também se desama. Agora já não se namora, o namoro passou a estar em vias de extinção, hoje a moda são as amizades coloridas, cheias de arco-íris, de impessoalidade e superficialidade. Nunca percebi essa definição. Uma relação cheia de cores... Basicamente é assim que defino uma amizade colorida, onde a paixão é dona e senhora de duas almas sedentas de um tédio repetitivo. 
Fala-se em namoro e o caldo entorna-se.
Porque é cedo demais, porque namorar é coisa séria, impõe respeito, dá trabalho, às vezes faz doer e o risco de se perder é enorme. Por isso, é melhor deixar o fogo queimar o mais rápido que se puder e quando se apagar há-de haver mais lenha algures.
Namorar custa, mas a paixão cansa.
A paixão provoca estados biológicos violentos, comporta-se, literalmente, como uma droga a circular nas veias provocando estados de êxtase e euforia. Mas a paixão também magoa, faz sofrer, basta haver uma diminuição da dose e já se entra em ressaca, daí à loucura são dois passos.
E não há pior ressaca do que a da paixão frustrada. Fica-se com a sensação de um vazio cheio de ecos ensurdecedores, o que outrora era cheio de cores de repente fica cinzento, é como ouvir um fado magoado ao som do choro de uma guitarra e rezar para que o destino não se esqueça do coração.
Mas o que é a paixão se não um doar constante e exaustivo, desgastar as palavras e o corpo até não restar mais do que uma brisa cheia de nada?
Não há nada nesta vida que não tenha custos, consequências, e o preço de uma paixão é tal e qual como apostar toda uma vida de convicções e ideais, inclusive sonhos, numa roleta de casino.
Se compensa? Somando Perigo + Loucura, dividindo pela Incerteza e elevando a Dor ao quadrado diria que não. Há riscos desnecessários.

Quem não arrisca não petisca, mas petisco nenhum alimenta uma alma inteira, para um coração esfomeado de amor, a paixão é uma folha de alface, é uma restrição alimentar que ninguém aguenta, é morrer à fome devagarinho e aceitar com convicção.
Ninguém morre de amor, disseram-me um dia.
Loucos.
O que é a paixão se não um veneno mortal capaz de tornar santos Romeu e Julieta?

Amor é um fogo que arde sem se ver, diz o Poeta.
Paixão é uma chama que se apaga e faz doer, digo eu.